

Como usar este guia
- Está em dúvida se deve trocar: capítulos 1, 2 e 5.
- Quer escolher bem o novo contador: capítulos 6, 9, 11 e 12.
- Já decidiu e quer fazer a troca: capítulos 14, 15, 16 e 17.
- O contador atual não responde ou não entrega os documentos: capítulo 19.
- A empresa tem pendências: capítulo 21.
- Quer ver uma troca do começo ao fim: capítulo 45.
O guia em 2 minutos
- Trocar é simples e comum: pode ser feito em qualquer mês, sem interromper a empresa.
- O que fazer: contratar a nova contabilidade, avisar a atual, transferir documentos e acessos e combinar o mês da transição.
- Prazo: de 15 a 30 dias, conforme o aviso prévio do contrato.
- Documentos: são da sua empresa; a contabilidade que sai deve entregá-los.
- Custo: não há taxa do governo; pode haver multa no contrato atual. Na Move, a migração é grátis.
- O ganho: a revisão inicial costuma encontrar regime errado, Fator R perdido ou imposto pago em dobro.
1. Sinais de que está na hora de trocar de contador
- Você não sabe em qual regime e anexo a sua empresa está, nem por quê.
- Ninguém nunca falou com você sobre o Fator R ou ajustou o seu pró-labore.
- O regime nunca foi revisado, mesmo com o faturamento mudando muito.
- Já houve multas por atraso de guias ou declarações, como a DMED.
- As respostas demoram dias ou não resolvem a dúvida.
- Você não recebe relatórios de faturamento, impostos e lucro.
- Não houve orientação sobre a Lei 15.270 e a distribuição de lucros em 2026.
- Nada foi dito sobre a reforma tributária e a decisão de 2027.
- A contabilidade não conhece as regras da saúde, como CRM-PJ, DMED e equiparação hospitalar.
- Você tem a sensação de pagar caro sem saber o que está incluso.
Se você se identificou com três ou mais, provavelmente está pagando imposto a mais ou correndo riscos. Veja os sinais de que você paga imposto demais.
2. Quanto custa ficar com o contador errado
O custo de uma contabilidade fraca quase nunca aparece na mensalidade. Ele aparece no imposto:
| Problema | Exemplo | Custo aproximado por ano |
|---|---|---|
| Empresa no Anexo V sem necessidade | R$ 30 mil por mês de faturamento | cerca de R$ 6,6 mil |
| Simples quando o Presumido seria melhor | R$ 60 mil por mês | cerca de R$ 23 mil |
| Clínica sem equiparação hospitalar | R$ 300 mil por mês em procedimentos | cerca de R$ 280 mil |
| ISS retido pelo hospital e pago de novo no DAS | Plantonista com R$ 20 mil por mês | alguns milhares de reais |
| Multas por atraso de declarações | DMED e DEFIS | variável, mas evitável |
Os números vêm do guia de planejamento tributário médico. Em muitos casos, a diferença paga anos de contabilidade.
3. Por que tantos médicos ficam com o contador errado
A maioria dos médicos que troca de contador diz a mesma coisa: “eu já devia ter trocado antes”. Os motivos para adiar se repetem:
- Inércia: a contabilidade foi escolhida na abertura, por indicação, e nunca mais foi avaliada.
- Medo de dar trabalho: a ideia de que a troca é burocrática e pode atrapalhar a empresa.
- Medo de descobrir problemas: o receio de que a nova contabilidade encontre pendências.
- Falta de comparação: sem saber o que uma contabilidade especializada entrega, fica difícil perceber o que falta.
- Relação pessoal: o contador é amigo da família ou foi indicado por um colega.
Nenhum desses motivos se sustenta quando se olha o custo de ficar: imposto pago a mais todo mês, multas evitáveis e decisões que ninguém tomou. A troca, com a nova contabilidade conduzindo, é simples.
4. O que um bom contador de médico entrega todo mês
| Entrega | Por que importa |
|---|---|
| Guias de impostos no prazo, com o valor explicado | Você sabe quanto paga e por quê |
| Pró-labore processado, com INSS e IR | Mantém o Fator R e a sua contribuição em dia |
| Relatório com faturamento, impostos e lucro | Mostra quanto pode ser distribuído |
| Acompanhamento do Fator R | Evita cair no Anexo V sem perceber |
| Conferência das retenções nas notas | Evita pagar imposto em dobro |
| Alertas de prazos e mudanças | Evita multas e surpresas |
| Atendimento rápido para dúvidas | Decisões no tempo certo |
E, uma vez por ano: revisão do regime, planejamento da distribuição de lucros, DEFIS ou ECF, DMED e informe de rendimentos dos sócios.
5. Quando trocar
- Em qualquer mês: a troca não depende do fim do ano.
- De preferência antes de janeiro: a nova contabilidade já simula o regime do ano seguinte, que é escolhido em janeiro.
- Com atenção aos grandes prazos: se a troca acontecer perto da DEFIS (março), da DMED (fevereiro) ou do fechamento do ano, combine por escrito quem entrega.
- Logo, se há problemas: pendências crescem com o tempo; quanto antes a nova contabilidade fizer o levantamento, menor o custo.
| Mês da troca | Ponto de atenção |
|---|---|
| Outubro a dezembro | Melhor momento: dá tempo de simular o regime para janeiro |
| Janeiro | Confirmar a opção pelo Simples até o último dia útil |
| Fevereiro e março | Definir quem entrega a DMED e a DEFIS do ano anterior |
| Abril a setembro | Troca tranquila; revisão do primeiro semestre |
6. Como escolher o novo contador
Antes de contratar, confira se a nova contabilidade:
- conhece as regras da saúde: Fator R, CRM-PJ, DMED, ISS, equiparação hospitalar;
- explica o seu regime atual e propõe uma simulação antes de você contratar;
- tem atendimento rápido pelo canal que você usa;
- deixa claro o que está incluso e quanto custa, sem 13ª mensalidade;
- faz a migração e a revisão inicial sem custo extra.
Veja contador para médicos, o checklist para escolher o contador ideal e os planos da Move Online.
7. Escritório, contador autônomo ou contabilidade digital
| Tipo | Pontos fortes | Pontos de atenção |
|---|---|---|
| Escritório tradicional | Estrutura e equipe; atendimento presencial | Muitas vezes generalista; atendimento mais lento |
| Contador autônomo | Relação próxima; preço baixo | Depende de uma pessoa só; férias e doença param tudo |
| Contabilidade digital generalista | Preço baixo; processos online | Pouca personalização; nem sempre conhece a saúde |
| Contabilidade digital especializada em saúde | Processos online e conhecimento das regras médicas | Confira se há contador de referência e planejamento |
Para o médico PJ, o que mais pesa é a especialização em saúde e o acompanhamento consultivo. O formato digital é um bônus de praticidade.
8. Quanto custa uma contabilidade para médico
No mercado, a mensalidade para o médico PJ costuma ficar entre R$ 150 e R$ 600, conforme o volume de notas, o regime, o número de sócios e funcionários e o nível de acompanhamento. Clínicas com equipe e Lucro Presumido pagam mais. Na Move, os planos vão de R$ 89 a R$ 497 por mês, sem 13ª mensalidade. Mais do que o preço, compare o que está incluso: uma contabilidade que revisa o regime e o Fator R costuma devolver a mensalidade em imposto economizado.
9. Como comparar propostas de contabilidade
Ao receber duas ou três propostas, compare item a item, e não só o preço:
| Item | O que perguntar |
|---|---|
| Mensalidade | Há reajuste anual? Cobra 13ª mensalidade? |
| Volume de notas | Quantas notas por mês estão incluídas? |
| Pró-labore e folha | Quantos sócios e funcionários estão incluídos? |
| Declarações | DMED, DEFIS, ECF e informe de rendimentos estão inclusos? |
| Planejamento | Há revisão anual do regime e do Fator R? |
| Atendimento | Qual o canal e o prazo de resposta? Há contador dedicado? |
| Migração | A troca e a revisão inicial têm custo? |
| Extras | O que é cobrado à parte: alterações contratuais, regularizações, recuperação? |
Uma proposta mais barata que não revisa o regime pode sair muito mais cara no imposto.
10. O que o contrato de contabilidade deve ter
- Escopo claro: o que está incluso e o que é cobrado à parte.
- Prazos: data de envio de documentos pelo cliente e de entrega das guias pela contabilidade.
- Valor e reajuste: mensalidade, índice de reajuste e se há 13ª.
- Aviso prévio e multa: condições para encerrar o contrato.
- Entrega de documentos na saída: a obrigação de transferir documentos e acessos.
- Responsabilidades: do cliente (informações corretas e no prazo) e da contabilidade (cálculos e entregas).
- Sigilo e LGPD: tratamento dos dados da empresa e dos sócios.
11. 15 perguntas para fazer ao novo contador antes de assinar
- Vocês atendem outros médicos e clínicas? Quantos?
- Em qual regime e anexo vocês colocariam a minha empresa, com o meu faturamento?
- Como vocês acompanham o Fator R?
- Vocês revisam o regime todo ano? Quando?
- Como vocês planejam a distribuição de lucros com a Lei 15.270?
- Vocês cuidam do registro e da anuidade do CRM-PJ?
- A DMED está inclusa?
- Como funciona o atendimento, e qual o prazo de resposta?
- Terei um contador de referência?
- Como envio os documentos e recebo as guias?
- Quais relatórios vou receber todo mês?
- A migração e a revisão inicial têm custo?
- O que é cobrado à parte?
- Como vocês vão me preparar para a decisão do Simples Híbrido em 2027?
- Se eu quiser sair um dia, como funciona a entrega dos documentos?
12. Sinais de alerta ao contratar o novo contador
- Promessa de imposto zero ou de “esquemas” para não pagar.
- Sugestão de não emitir nota ou de receber no CPF.
- Preço muito abaixo do mercado, sem clareza do que está incluso.
- Nenhuma pergunta sobre a sua atividade antes de propor o regime.
- Falta de contrato ou contrato sem escopo.
- Sem registro ativo no CRC: confira o registro do contador ou do escritório.
13. A responsabilidade do contador quando ele erra
Quando a contabilidade erra, quem responde perante a Receita é a empresa: ela paga o imposto, os juros e as multas. Mas o contador responde perante o cliente pelos atos culposos no exercício da função, e perante terceiros, solidariamente com o cliente, pelos atos dolosos (Código Civil, art. 1.177). Na prática:
- erros que geraram multas podem ser discutidos com a contabilidade, conforme o contrato e as provas;
- a regularização deve ser feita primeiro, para estancar o problema;
- a conduta profissional pode ser levada ao Conselho Regional de Contabilidade.
Por isso, guarde contratos, e-mails e as orientações recebidas.
14. Passo a passo da troca
- Escolha a nova contabilidade e assine o contrato, com a data de início.
- Leia o contrato atual: prazo de aviso prévio (em geral, 30 dias) e eventual multa.
- Avise a contabilidade atual por escrito (capítulo 15), com a data de saída e o nome da nova contabilidade.
- Combine o mês da transição: em geral, a atual fecha a competência anterior, e a nova assume a partir da data combinada (capítulo 18).
- Peça a transferência dos documentos (capítulo 16).
- Transfira os acessos e as procurações (capítulo 17).
- A nova contabilidade faz a revisão inicial (capítulo 20).
- Ajuste o que for preciso: pró-labore, emissão de notas, regime e eventuais regularizações.
- Revogue as procurações antigas e atualize e-mails e telefones nos cadastros.
15. Como cancelar o contrato com o contador atual
O cancelamento é um aviso formal, de preferência por e-mail com confirmação de leitura ou por carta registrada. Ele deve conter:
- os dados da empresa (razão social e CNPJ);
- a data a partir da qual o contrato termina, respeitando o aviso prévio;
- o nome e o contato da nova contabilidade;
- o pedido de entrega dos documentos, livros, declarações e acessos;
- a definição de quem entrega as obrigações do mês da transição.
Modelo de aviso
“Prezados, comunicamos o encerramento do contrato de prestação de serviços contábeis da empresa [razão social], CNPJ [número], a partir de [data], conforme o aviso prévio previsto em contrato. A contabilidade passará a ser feita por [nova contabilidade], contato [e-mail]. Solicitamos a entrega dos documentos, livros contábeis, declarações entregues, folha de pagamento, guias pagas e acessos da empresa, e que a competência de [mês] seja concluída por vocês. Agradecemos a parceria.”
E a multa?
Se o contrato prevê multa por rescisão antecipada, ela vale. Mas a contabilidade não deve condicionar a entrega dos documentos da empresa ao pagamento: eles pertencem à empresa, e a cobrança deve seguir o contrato.
16. Documentos para pedir à contabilidade atual
| Documento | Simples Nacional | Lucro Presumido |
|---|---|---|
| Contrato social e alterações | Sim | Sim |
| Livros contábeis (diário e razão) e balanços | Se houver contabilidade completa | Sim |
| DEFIS | Sim | Não se aplica |
| ECD e ECF | Quando houver | Sim |
| PGDAS-D e DAS pagos | Sim | Não se aplica |
| Guias de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS | Não se aplica | Sim |
| DCTFWeb, eSocial e EFD-Reinf | Sim | Sim |
| Folha, recibos de pró-labore e FGTS | Sim | Sim |
| DMED | Sim, se atende pessoa física | Sim, se atende pessoa física |
| Parcelamentos em andamento | Se houver | Se houver |
| Informes de rendimentos dos sócios | Sim | Sim |
| Relação de pendências conhecidas | Sim | Sim |
Guarde uma cópia de tudo com você. Os documentos são da sua empresa.
17. Acessos e procurações
- Certificado digital (e-CNPJ): se estiver com a contabilidade antiga, peça a devolução ou emita um novo.
- Procuração eletrônica no e-CAC: cadastre a nova contabilidade e cancele a antiga.
- Simples Nacional: código de acesso ou procuração para o portal do Simples.
- Prefeitura: senha do portal de notas e do ISS, e o cadastro do contador responsável.
- eSocial e DCTFWeb: procuração para a nova contabilidade.
- Conta PJ: se a contabilidade antiga tinha acesso ao extrato, revogue.
18. O mês da troca: quem faz o quê
| Tarefa | Contabilidade que sai | Contabilidade que entra |
|---|---|---|
| Fechamento do último mês combinado | Sim | Confere |
| Guias do último mês (DAS ou Presumido) | Emite | Confere o pagamento |
| Folha e pró-labore do último mês | Processa | Assume no mês seguinte |
| Declarações anuais em andamento | Conforme o combinado | Conforme o combinado |
| Entrega de documentos e acessos | Entrega | Recebe e arquiva |
| Primeiro mês da nova gestão | Não | Sim |
O mais importante é que nenhum mês fique sem dono. Combine por escrito.
19. Meu contador não responde ou não entrega os documentos
É uma das situações mais comuns de quem quer trocar. O que fazer:
- Formalize o pedido por escrito, com prazo para a entrega.
- Recupere o que estiver nos sistemas públicos: a nova contabilidade, com procuração, acessa no e-CAC e no portal do Simples as declarações entregues, as guias e a situação fiscal; na prefeitura, as notas emitidas.
- Reconstrua o que faltar: com extratos bancários, notas e guias, é possível refazer a contabilidade do período.
- Se a recusa continuar, é possível registrar reclamação no Conselho Regional de Contabilidade, já que a entrega da documentação ao cliente é dever do profissional.
Na prática, quase sempre a nova contabilidade consegue seguir mesmo sem a colaboração da antiga, com algum trabalho a mais no início.
20. A revisão inicial: o que a nova contabilidade confere
- regime e anexo, e a simulação para o próximo ano;
- Fator R dos últimos 12 meses e o pró-labore;
- CNAE, município e ISS;
- retenções sofridas nas notas e se foram abatidas;
- declarações entregues e pendentes (DEFIS, DMED, DCTFWeb, EFD-Reinf);
- situação no CRM-PJ e certidões negativas;
- distribuição de lucros e a Lei 15.270;
- imposto pago a mais nos últimos 5 anos.
É comum encontrar valores a recuperar. Veja recuperação de impostos.
21. Trocar de contador com a empresa irregular
Ter pendências não impede a troca. Pelo contrário, é um bom motivo para trocar. A nova contabilidade faz o levantamento completo, prioriza o que gera mais multa e regulariza, de preferência antes de qualquer notificação, o que reduz as multas pela denúncia espontânea. Veja como regularizar a PJ médica.
22. Trocar de contador de uma clínica com sócios e funcionários
Na clínica, a troca envolve mais itens:
- Folha de pagamento: histórico dos funcionários, férias, 13º, FGTS e eSocial.
- Sócios: pró-labore de cada um, divisão de lucros e atas.
- Convênios: regras de faturamento e glosas.
- Equiparação hospitalar: se aplicada, os controles de receita por tipo de serviço.
Vale programar a troca para um mês sem fechamento de férias ou 13º, e combinar a transição da folha com antecedência.
23. A troca por perfil de médico
Plantonista
O foco é o controle de notas por hospital, as retenções, o ISS de vários municípios e o Fator R com faturamento variável. Na revisão inicial, é comum encontrar ISS pago em dobro. Veja o guia do plantonista.
Médico com consultório
Entram a folha da secretária, as notas para pacientes particulares, a DMED e as licenças. A troca deve conferir se a DMED dos anos anteriores foi entregue corretamente.
Clínica com sócios
Mais itens na transição (capítulo 22) e mais oportunidades na revisão: divisão de lucros por produção, equiparação hospitalar e estrutura societária.
Recém-formado
Muitos recém-formados abriram a empresa com uma contabilidade genérica, às vezes no Anexo V. A troca no primeiro ano corrige o rumo cedo, quando ainda há pouco a ajustar.
Médico perto da aposentadoria
A troca é a oportunidade de revisar o pró-labore e o INSS, a distribuição de lucros, os aluguéis e a sucessão, com um olhar de planejamento patrimonial.
24. A troca para quem está no Lucro Presumido
No Lucro Presumido, a troca exige alguns cuidados a mais:
- Livros contábeis: diário, razão e balanços são obrigatórios e precisam ser transferidos.
- ECD e ECF: confirme quem entrega as escriturações do ano em andamento.
- Apuração trimestral: o IRPJ e a CSLL são apurados por trimestre; a troca no meio do trimestre exige combinar a apuração.
- Pró-labore: no Presumido, o pró-labore costuma ser revisto para baixo, porque não ajuda no imposto da empresa e custa 20% de INSS patronal.
25. A troca e o Imposto de Renda da pessoa física
O informe de rendimentos que a empresa entrega aos sócios em fevereiro é a base para declarar o pró-labore e os lucros. Se a troca acontecer perto do fim do ano, combine quem emite o informe do ano. A nova contabilidade também confere se os lucros distribuídos estão comprovados na contabilidade, para a declaração ficar coerente e evitar problemas de variação patrimonial.
26. A troca e a DMED
Quem atende pacientes pessoa física entrega a DMED todo mês de fevereiro, com os pagamentos do ano anterior. Na troca, vale conferir se as DMEDs dos anos anteriores foram entregues e se batem com as notas emitidas, porque erros afetam a declaração dos pacientes. Veja DMED 2026.
27. Contabilidade online: como funciona a migração
Hoje, a maioria das trocas é para contabilidades digitais. A migração é feita sem reuniões presenciais:
- conversa e simulação por WhatsApp ou vídeo;
- contrato assinado digitalmente;
- envio de documentos por app ou e-mail;
- procurações eletrônicas no e-CAC e nos portais;
- acesso a notas, guias e relatórios pelo app.
Veja contabilidade digital para médico.
28. Quanto custa trocar de contador
- Governo: não há taxa para trocar de contador.
- Contrato atual: pode haver multa por rescisão antecipada.
- Nova contabilidade: a mensalidade. Na Move, de R$ 89 a R$ 497 por mês, sem 13ª.
- Migração: na Move, sem custo.
- Regularizações, se houver: tratadas à parte, com orçamento.
29. A troca e a reforma tributária
2026 é um bom ano para trocar, porque 2027 traz decisões novas: a CBS entra de verdade, e quem está no Simples decide entre o Simples tradicional e o Simples Híbrido. Uma contabilidade preparada simula essa decisão com os seus clientes e o seu faturamento ainda em 2026. Veja o guia da reforma tributária para médicos.
30. A sua parte depois da troca
A troca funciona melhor quando o médico também ajusta a rotina:
- enviar os documentos do mês no prazo combinado;
- avisar a contabilidade sobre novos tomadores, contratos e mudanças de atividade;
- receber tudo da atividade na conta PJ e manter as contas separadas. Veja o guia de finanças do médico PJ;
- conferir os relatórios mensais e tirar as dúvidas na hora;
- participar da revisão anual do regime.
31. Trocar de contador e de regime ao mesmo tempo
É comum a revisão inicial mostrar que o regime está errado. Como a mudança de regime vale a partir de janeiro, o melhor caminho é:
- fazer a troca de contador o quanto antes;
- corrigir já o que pode ser corrigido no ano, como o pró-labore para o Fator R;
- simular o regime do ano seguinte entre outubro e dezembro;
- fazer a mudança de regime em janeiro, com a opção dentro do prazo.
Quem troca no fim do ano consegue fazer tudo de uma vez.
32. Calendário de obrigações para não perder na transição
| Obrigação | Prazo | Atenção na troca |
|---|---|---|
| DAS do Simples | Todo dia 20 | Quem emite a guia do último mês |
| Pró-labore e INSS (eSocial e DCTFWeb) | Mensal | Quem processa a folha do mês da troca |
| EFD-Reinf | Mensal, quando há retenções | Conferir os meses já entregues |
| DMED | Fevereiro | Quem entrega a do ano anterior |
| DEFIS | Março | Quem entrega a do ano anterior |
| Informe de rendimentos dos sócios | Fevereiro | Quem emite com os dados do ano inteiro |
| ECD e ECF (Presumido) | Maio a julho | Quem entrega as do ano anterior |
33. Os primeiros 90 dias com a nova contabilidade
| Período | O que acontece |
|---|---|
| Primeiros 30 dias | Transição, documentos, acessos e revisão inicial |
| 30 a 60 dias | Ajustes: pró-labore, notas, retenções; início das regularizações, se houver |
| 60 a 90 dias | Rotina estável, primeiro relatório completo e plano para o fim do ano |
Ao fim dos 90 dias, você deve saber o seu regime, o seu Fator R, a sua carga tributária total e quanto pode distribuir de lucros por mês.
34. Como saber se a troca valeu a pena
- sua carga tributária total caiu ou ficou explicada;
- o Fator R está acompanhado todo mês;
- não houve multas desde a troca;
- você recebe relatórios e entende os números;
- as dúvidas são respondidas no mesmo dia;
- há um plano para a distribuição de lucros e para 2027.
35. Reclamações comuns e como uma contabilidade especializada resolve
| Reclamação | Como deveria ser |
|---|---|
| “Só recebo as guias, sem explicação.” | Guias com o valor explicado e relatório do mês |
| “Demora dias para responder.” | Atendimento no mesmo dia pelo WhatsApp |
| “Nunca falaram em Fator R.” | Fator R acompanhado mês a mês |
| “Paguei multa da DMED.” | Calendário de obrigações com alertas |
| “Não sei quanto posso tirar de lucro.” | Valor de distribuição informado todo mês |
| “Cobram 13ª mensalidade.” | Preço fechado, sem 13ª |
36. Psicólogos, dentistas e outras profissões: a troca é igual?
Sim. O processo de troca é o mesmo para psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e demais profissionais da saúde: contrato, aviso, documentos, acessos e revisão. O que muda na revisão são as regras de cada profissão: o CNAE, o registro da empresa no conselho de classe, o Fator R (que vale para a maioria das profissões da saúde) e, para quem atende muitos pacientes pessoa física, a DMED. Veja o CNAE de cada uma na pesquisa de CNAE.
37. Trocar de contador e mudar de cidade
Quando a troca coincide com a mudança de cidade da empresa, há duas operações em paralelo:
- Alteração do endereço: alteração contratual na Junta, nova inscrição municipal, baixa na prefeitura antiga e atualização no CRM.
- ISS e notas: o ISS e o sistema de notas passam a ser os do novo município, com regras e percentuais próprios.
- Licenças: se houver consultório, alvará e Vigilância Sanitária na nova cidade.
O ideal é que a nova contabilidade conduza as duas coisas, para não haver mês sem nota ou com ISS no município errado.
38. A troca e a abertura de uma holding ou de uma segunda empresa
Muitos médicos aproveitam a troca para organizar a estrutura: abrir uma holding para os imóveis, separar a clínica da atividade individual ou criar uma sociedade com colegas. A vantagem de fazer junto é que a nova contabilidade já planeja tudo com a visão do conjunto: regime de cada empresa, distribuição de lucros e sucessão. Veja o guia da holding médica.
39. Como preparar os seus dados antes de trocar
Ter estas informações à mão acelera a simulação e a revisão:
- faturamento dos últimos 12 meses, mês a mês;
- lista dos tomadores: hospitais, clínicas, convênios e pacientes particulares;
- contratos com os tomadores;
- valor do pró-labore e dos lucros retirados;
- funcionários, se houver;
- sócios e participação de cada um;
- imóveis e aplicações, se houver interesse em planejamento patrimonial;
- notificações ou pendências conhecidas.
40. As perguntas que a nova contabilidade vai fazer a você
- Qual é a sua atividade principal: consultas, plantões, procedimentos?
- Onde você atende e em quantos municípios?
- Quem paga você e com que prazo?
- Quanto você quer retirar por mês?
- Você tem outros rendimentos, como CLT ou aluguéis?
- Pretende contratar, ter sócios ou abrir consultório nos próximos meses?
- Há alguma pendência ou notificação de que você saiba?
Essas respostas definem o regime, o pró-labore e o plano para o ano.
41. Quando ainda não trocar
Em poucas situações, vale esperar alguns dias ou semanas:
- Na semana de um grande prazo, como a DEFIS ou a ECF, se a contabilidade atual já estiver com tudo pronto: combine a entrega e troque logo depois.
- Durante uma fiscalização em andamento, é melhor coordenar a transição para não perder prazos de resposta.
- Quando a multa contratual cai muito em poucas semanas, pode compensar respeitar o fim do período.
Fora isso, adiar costuma custar mais do que trocar.
42. O que a Move faz na troca
- simulação do seu caso antes de você contratar;
- modelo de aviso à contabilidade atual e lista de documentos;
- contato com a contabilidade atual para a transição, quando você autoriza;
- procurações e acessos configurados com você;
- revisão inicial completa, com recuperação de impostos quando houver;
- ajuste do pró-labore, do Fator R e da emissão de notas;
- atendimento por WhatsApp em todas as etapas.
A migração não tem custo. Veja os planos da Move Online.
43. Erros mais comuns na troca
- Avisar a contabilidade atual sem ter contratado a nova.
- Não combinar quem entrega o mês da transição.
- Deixar o certificado digital com a contabilidade antiga.
- Não revogar as procurações antigas.
- Trocar em cima de um grande prazo sem planejar.
- Não pedir a relação de pendências.
- Aceitar a retenção de documentos por cobrança.
- Não aproveitar a troca para revisar o regime e o pró-labore.
44. Mitos e verdades
- “Só dá para trocar no fim do ano.” Mito. A troca pode ser feita em qualquer mês.
- “Trocar de contador é complicado.” Mito. Com a nova contabilidade conduzindo, você assina, avisa e envia alguns documentos.
- “Se eu trocar, a Receita vai desconfiar.” Mito. A troca de contador é comum e não gera nenhum alerta.
- “O contador antigo pode segurar os documentos.” Mito. Eles são da empresa.
- “Contabilidade é tudo igual.” Mito. A especialização em saúde muda o imposto.
45. Um exemplo completo de troca
Veja como seria a troca de um médico plantonista. Prazos e valores são ilustrativos.
Dia 1: a decisão
Ele fatura cerca de R$ 35 mil por mês, paga R$ 350 de contabilidade e não sabe em qual anexo está. Na conversa com a nova contabilidade, a simulação mostra que a empresa está no Anexo V há um ano, porque o pró-labore nunca foi ajustado.
Dias 2 a 5: contrato e aviso
Ele assina o contrato da nova contabilidade, com início no mês seguinte, e envia o aviso à contabilidade atual, com 30 dias de antecedência. Fica combinado que a atual fecha o mês corrente.
Dias 5 a 20: documentos e acessos
A contabilidade atual envia o contrato social, as declarações, os DAS pagos e a folha. A nova contabilidade recebe a procuração no e-CAC, acesso ao portal do Simples e da prefeitura, e o certificado digital fica com o médico.
Dias 20 a 30: revisão
A revisão confirma o Anexo V, encontra ISS retido por um hospital e pago de novo no DAS e uma DMED entregue com atraso. O pró-labore é ajustado para o Fator R, a empresa volta ao Anexo III, e o ISS pago em dobro entra num pedido de recuperação.
O resultado
A carga do mês cai de cerca de 17% para cerca de 15,5%, e ele passa a pagar R$ 229 de contabilidade no plano GROWTH, com monitoramento tributário incluso. Só a mudança de anexo economiza alguns milhares de reais por ano, mais o ISS recuperado.
46. Outro exemplo: a troca de uma clínica com 3 sócios
Uma clínica com três médicos sócios, duas recepcionistas e faturamento de R$ 180 mil por mês, no Lucro Presumido, decide trocar de contabilidade. Os números são ilustrativos.
Antes da troca
Os lucros eram divididos igualmente, embora a produção dos sócios fosse muito diferente, o que gerava conflito. A clínica faz pequenos procedimentos, mas era tributada com a presunção de 32% sobre toda a receita. Os relatórios chegavam com dois meses de atraso.
A transição
A troca foi programada para um mês sem férias nem 13º. A contabilidade antiga fechou a competência do mês e entregou os livros, a folha, o eSocial e a ECD do ano anterior. A nova assumiu a folha no mês seguinte.
A revisão
- a receita de procedimentos foi separada nas notas, e a equiparação hospitalar passou a ser aplicada sobre ela;
- o contrato social foi alterado para dividir os lucros pela produção de cada sócio;
- a distribuição passou a ser mensal, com cada sócio abaixo de R$ 50 mil por mês;
- os relatórios passaram a sair até o dia 10 do mês seguinte.
O resultado
Com a equiparação sobre a parte de procedimentos, a carga caiu alguns pontos percentuais, o que representa dezenas de milhares de reais por ano. E o conflito entre os sócios sobre a divisão dos lucros foi resolvido com regras claras.
47. Checklist da troca
- Nova contabilidade escolhida e contrato assinado.
- Aviso enviado à contabilidade atual, com a data de saída.
- Mês da transição combinado por escrito.
- Documentos recebidos e arquivados.
- Certificado digital com você.
- Procurações transferidas e as antigas revogadas.
- Revisão inicial feita.
- Pró-labore, notas e regime ajustados.
- Pendências levantadas e plano de regularização.
- Cadastros atualizados com o novo contato.
48. Glossário
- Aviso prévio: o prazo do contrato entre o aviso de cancelamento e o fim do serviço.
- Competência: o mês a que se referem as receitas e os impostos.
- DEFIS: declaração anual das empresas do Simples.
- DMED: declaração anual dos pagamentos de pacientes pessoa física.
- e-CAC: o portal da Receita Federal para empresas e contadores.
- ECD e ECF: as escriturações contábil e fiscal digitais.
- Procuração eletrônica: autorização para a contabilidade acessar os sistemas da empresa.
- Revisão inicial: a análise que a nova contabilidade faz ao assumir a empresa.
Fontes e atualização
Conteúdo informativo, com base nas normas vigentes em 03/10/2026 sobre obrigações das empresas do Simples Nacional e do Lucro Presumido. Os valores dos exemplos são aproximados. Revisado em 03/10/2026 por Wanderson Pires, contador e tributarista, CRC SP 280216/O-0.

“Criamos a Move para transformar a contabilidade médica em ferramenta de crescimento. Aqui, o foco é permitir que o médico empreenda com segurança, pague menos impostos e tenha tranquilidade para cuidar de vidas.”
Wanderson PiresContador e Tributarista · CRC SP 280216/O-0Perguntas frequentes sobre trocar de contador PJ médica
Posso trocar de contador no meio do ano?
Sim. A troca pode ser feita em qualquer mês, combinando quem entrega as obrigações do mês da transição.
Quanto tempo leva para trocar de contador?
Em geral, de 15 a 30 dias, conforme o aviso prévio do contrato atual e a entrega dos documentos.
Como cancelar o contrato com o contador?
Por aviso formal, por e-mail com confirmação ou carta registrada, com a data de saída, o nome da nova contabilidade e o pedido de entrega dos documentos e acessos.
O contador atual pode segurar os documentos?
Não deve. A documentação é da empresa, e a contabilidade que sai deve entregá-la. Cobranças pendentes seguem o contrato.
Meu contador não responde. O que faço?
Formalize o pedido por escrito, e a nova contabilidade recupera o que está nos sistemas públicos com procuração. Se a recusa continuar, é possível reclamar no Conselho Regional de Contabilidade.
Trocar de contador tem custo?
Não há taxa do governo. Pode haver multa no contrato atual. Na Move, a migração é grátis.
Posso trocar de contador com a empresa irregular?
Sim. A nova contabilidade faz o levantamento e regulariza, de preferência antes de qualquer notificação.
A Receita é avisada da troca?
Não há comunicação especial. A nova contabilidade passa a ter procuração nos sistemas, e as obrigações seguem normalmente.
O que acontece com o certificado digital?
Ele é da empresa. Se estiver com a contabilidade antiga, peça a devolução ou emita um novo.
Qual o melhor mês para trocar?
Qualquer um, mas de outubro a dezembro dá tempo de simular o regime do ano seguinte, que é escolhido em janeiro.
A nova contabilidade pode recuperar imposto pago a mais?
Sim, dos últimos 5 anos, quando a revisão encontra regime errado, ISS pago em dobro ou retenções não abatidas.
O que comparar entre propostas de contabilidade?
Mensalidade e reajuste, 13ª, volume de notas, sócios e funcionários incluídos, declarações, revisão anual do regime, atendimento, custo da migração e o que é cobrado à parte.
O que o contrato de contabilidade deve ter?
Escopo, prazos, valor e reajuste, aviso prévio e multa, obrigação de entregar documentos na saída, responsabilidades e sigilo de dados.
A troca no Lucro Presumido é diferente?
Exige transferir os livros contábeis, combinar a ECD e a ECF do ano e a apuração trimestral do IRPJ e da CSLL.
Quem emite o informe de rendimentos no ano da troca?
Deve ser combinado entre as contabilidades. Em geral, quem estiver com a empresa em fevereiro emite, com os dados do ano inteiro.
Em quanto tempo vejo resultado depois da troca?
Em até 90 dias você deve saber o seu regime, o seu Fator R, a carga total e quanto pode distribuir de lucros.
O contador responde se errar?
A empresa responde perante a Receita, mas o contador responde perante o cliente pelos atos culposos e, com ele, perante terceiros pelos dolosos (Código Civil, art. 1.177).
Quanto custa uma contabilidade para médico?
No mercado, em geral de R$ 150 a R$ 600 por mês para o médico PJ. Na Move, de R$ 89 a R$ 497, sem 13ª mensalidade.
Psicólogos e dentistas trocam de contador do mesmo jeito?
Sim. O processo é o mesmo; na revisão mudam o CNAE, o registro no conselho da profissão e as regras de Fator R e DMED.
Posso trocar de contador e de cidade ao mesmo tempo?
Pode. A nova contabilidade conduz a alteração do endereço, a nova inscrição municipal e as licenças, para não haver mês sem nota.
Como funciona a troca para uma contabilidade online?
Tudo é feito a distância: conversa por WhatsApp ou vídeo, contrato digital, envio de documentos por app e procurações eletrônicas.
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Mande a sua pergunta. Eu respondo pessoalmente.
Falar com o WandersonConteúdo informativo, com base na legislação vigente na data de publicação. Cada caso deve ser analisado com os números da própria empresa.


